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AMÉRICA DO SUL, BRASIL, Rio Grande do Sul

São Miguel das Missões – RS

No interior do Rio Grande do Sul encontram-se as Ruínas Jesuítas de São Miguel das Missões. É muito interessante saber que no Brasil existem locais com patrimônios tão importantes da nossa história conservados para visitação.

Ruínas Jesuítas de São Miguel das Missões – RS

História das Ruínas de São Miguel das Missões

O Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, faz parte dos “Sete povos das Missões”, que é formado pelas ruínas de: São Lourenço Mártir, São João Batista, São Nicolau, São Borja, São Luís Gonzaga, Santo Ângelo e São Miguel.

Não vou me deter na história, mas é importante citar que o local era comandado pelos padres jesuítas em 1687 no programa de evangelizar o agrupamento de índios. O território que era de domínio espanhol corresponde ao extremo noroeste do Rio Grande do Sul, parte da Argentina e do Paraguai.

A região chegou a ter 7.400 moradores, sendo até 5 famílias guaranis em cada casa e a administração era feita pelos caciques e padres que formavam o “Cabildo”, algo como uma Câmara de Vereadores dos dias atuais.

A construção da Igreja foi projetada pelo italiano João Batista Primolli e teve seu início em 1735 com mais de 100 guaranis trabalhando nela e levou 10 anos para ficar pronta. Apenas uma de suas torres foi concluída e até hoje tem resistido aos invasores, as tempestades, incêndio e intervenções humanas. A outra torre serviria para um observatório astronômico, caso tivesse sido concluída. Toda a Catedral foi feita de pedra grês.

Envolvida em disputa política e territorial entre Portugal e Espanha, a região acabou sendo o centro da guerra Guaranítica onde foi incendiada e despovoada. Ela ainda tentou sobreviver sem os jesuítas, mas não teve sucesso. Já em 1928 após um grande saque nas igrejas dos “Sete povos das Missões” aonde levaram 60 carretas de objetos e obras sacras, os índios se dispersaram, ficando assim totalmente abandonada.

Com este período de abandono, o matagal tomou conta e o telhado foi arruinado desabando em 1886. Foi atingido por um raio e muitas de suas pedras retiradas para usarem em outros locais, além da lenda do tesouro dos jesuítas que fez com que as pessoas quebrassem pedaços das paredes para procurá-lo.

Mais tarde se iniciou as intervenções de restauros e foi encontrado nas escavações um complexo sistema hídrico subterrâneo, recuperado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1993. Além de aparecer vestígios de capelas, fornos de pão e senzalas.

As Ruínas Jesuítas -Sítio Arqueológico

 A visita é no que resta da Catedral de São Miguel Arcanjo, com uma fachada de 30 metros de altura, arcadas inspiradas nas construções romanas e colunas coríntias. Confesso que somente pessoalmente estando lá se vê a grandeza do local.

De todos os sítios arqueológicos o que se encontra em São Miguel das Missões é a área mais conservada e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983 e em 2015 recebeu também do IPHAN, o estatuto de Patrimônio Cultural Brasileiro pelas suas associações com a história e a espiritualidade Guarani.

O sítio de São Miguel possui 37 hectares protegidos por Legislação Federal. Localiza-se quase na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. Pelo tempo que tínhamos escolhemos visitar apenas as ruínas da cidade de São Miguel.

Na recepção pode-se ver a planta (maquete) de como era originalmente as construções, com o colégio, a casa dos padres, o cemitério e a Catedral. Como na região ainda residem muitos índios, é comum estarem nas entradas vendendo seus próprios artesanatos.

Curiosidade: O interior da igreja foi representado na cédula de 5000 cruzeiros de reais em 1993, fazendo referências a cultura do Rio Grande do Sul, juntamente com outros itens.

Museu das Missões

O Museu Lúcio Costa tem o maior acervo brasileiro de imagens sacras feitas pelos índios Guaranis e fica dentro do espaço arqueológico, além de possuir o sino da Catedral. Mas infelizmente após um temporal muito grande que ocorreu recentemente está fechado para reforma e manutenção das obras.

Conseguimos ver algumas peças que estão expostas em uma pequena sala ao lado da recepção. São esculturas sacras em madeira policromada em estilo barroco dos índios.

Espetáculo Som e Luz 

O espetáculo que acontece a noite narra a história do lugar, tendo como palco as ruínas, com muita iluminação e vozes (incluindo a de Fernanda Montenegro, Lima Duarte e outros artistas brasileiros), história que realmente prende a nossa atenção por 46 minutos.

A plateia fica em uma espécie de arquibancada e com ou sem chuva é apresentado diariamente. A noite estava com lua cheia, o que deixou ainda mais linda as imagens. Em alguns momentos temos a nítida impressão que o ambiente está sendo tomado por espanhóis e índios.

Dicas:

– Fizemos o passeio sem guia. O ingresso vale para o dia todo, é possível sair e voltar ao parque. – O filme “A Missão”, de 1986, estrelado por Robert De Niro e Jeremy Irons, tratava sobre estas Missões.

– O ingresso para o espetáculo Som e Luz é comprado separado e custa R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).

– Lembrem de dar uma passada também na “Fonte Missioneira” e “Ponto da Memória Missioneira”.

– Tentem colocar mais lugares na rota como fizemos com Ametista do Sul, pois realmente é longe, mesmo pra quem é de Santa Catarina. (leia o post de Ametista do Sul aqui)

– Para quem acredita tem muita energia no local, parece uma viagem no tempo.

Informações Úteis:

Site oficial: www.portaldasmissoes.com.br

Valor: Ruínas R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,50 (meia).

Horários: Aberto de Terça-feira a Domingo das 9hs às 12hs e 14hs às 18hs. Em horário de verão aberto até às 20hs.

Onde se hospedar: Ficamos no hotel bem próximos das ruínas, o Tenondé Park Hotel, assim podemos se locomover a pé para o parque. Site: www.tenonde.com.br

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Barcelona, ESPANHA, EUROPA

Park Güell – Barcelona

Entre tantas obras que Gaudí deixou por Barcelona, um local que você não pode deixar de visitar é o Parque Güell. Além de ser um dos pontos turísticos mais visitados da cidade também é Patrimônio da Humanidade. São tantos mosaicos, cores e detalhes que é possível sentir a paixão que Gaudí tinha por Barcelona e pela natureza.

Park Güell – Barcelona

Um empresário de Barcelona chamado Eusebi Güell, decidiu ser o patrocinador de uma grande ideia em seu terreno de aproximadamente 200 mil m², ou seja, quase 50 campos de futebol, lá na região de Gráciaem. Ele então chamou os arquitetos Antoni Gaudí e Joan Martorell para que se criassem o que chamamos hoje de condomínio particular, com casas, praças, mercado, etc.

Gaudí então no auge da moderna Art Nouveau na Catalunha iniciou algo inovador para a burguesia, utilizando as formas da natureza com vista para o mar, caminhos, diversas plantas locais e importadas, além de criar a própria capacitação de água.

A obra iniciou rapidamente com o Palácio Guell. Gaudí mudou em 1906 para lá com seu pai e sua sobrinha. A ideia era que todos os terrenos fossem ocupados, mas devido a disposição, a distância do centro e a dificuldade de se chegar até lá, tornou inviável a continuação do projeto em 1914. Dos 60 lotes que deveriam ter casas, só 2 foram feitos.

Futuramente os herdeiros de Güell venderam o local para a prefeitura criar um Parque Municipal, aonde a casa da família de Güell tornou-se uma escola pública.

Em 1963 os amigos da Casa de Gaudí conseguiram abrir a casa para visitação, que agora é Museu.

Em 1969 foi reconhecido como um monumento artístico e em 1984 o Parque foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.

O que ver no Parque Güell

A entrada Principal: O Parque é cercado de um muro de pedras rústicas com medalhões de cerâmica com o nome do Park Güell. Portões de ferro se abrem para as duas construções que “dizem” terem sido inspiradas no conto de “Hansel e Gretel” – João e Maria.

Hoje a casa que seria das crianças serve de portaria, administração e manutenção do Parque, a outra casa, que seria a da Bruxa da história, é a sede MUHBA (Museu de História de Barcelona).

 

Obs: o parque tem entradas laterais também.

Os Passos do Dragão: É uma escadaria que se abre em duas e ladeadas por construções em mosaicos e bem ao centro está o dragão ou salamandra a qual é o símbolo do Parque, inclusive esta é uma das esculturas mais procuradas no parque. No final da escadaria tem a Sala Hipostila.

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Salão Hipostila: Era para ser o mercado do local, com 100 colunas, com arcos ondulados abertos ao contrário e decorados, além das rosetas no teto onde Gaudí teve a colaboração de seu amigo Josep Maria Jujol. Já naquela época desenvolveram um sistema para recolher a água da chuva e escoar para uma cisterna subterrânea. No meio do salão tem espaços abertos que dá para ver as 3 naves.

Praça da Natureza: Fica em cima da Sala Hipostila e seria o espaço para grandes eventos ao ar livre. Ele foi inspirado nos teatros gregos e seu ponto principal são os bancos curvos com mosaicos, também desenhados por Josep M. Jujol e muito disputado para fotos.

No dia da nossa visita o parque estava bem vazio (tivemos sorte), porém, o tempo estava bem fechado e não conseguimos ter uma vista bonita da cidade, quando o tempo está bom é possível ver até o mar.

Os Viadutos: No parque todo existem viadutos com estilos bem diferentes além do Algaborro em forma de onda. Tem um romântico (das Jardineiras), um gótico (dos Museus) e um barroco (da Alfarrobeira).

Viaduto do Algarrobo: É uma grande onda com colunas inclinadas duplamente. Uns dizem que parecem as contas do rosário já que as pedras são arredondadas. Em uma parte está o Pórtico da Lavadeira, esculpida nas pedras a imagem de uma lavandeira, outros já dizem que se parece com uma estátua egípcia.

Jardins Áustria: Quando se tornou parque público, era um espaço de creche municipal. O nome vem da doação de árvores deste país na exposição “Viena para Barcelona”, realizada em 1977. O jardim tem uma vista linda das duas casas, uma sendo a Casa Museu Gaudí.

Viaduto das Jardineiras: Dentro de todo o parque há 3 viadutos com 5m de largura suspensos com colunas inclinadas e ornado com muitas plantas. A intenção na época era que os moradores utilizassem para se proteger da chuva e do sol facilitando o caminho para as carruagens.

Curiosidades e Observações:

– Devido ao horário (final da tarde) não conseguimos visitar a Casa de Gaudí que já estava fechada. Para visitar a casa é pago um ingresso separado (VER VALOR). Também não subimos até o “calvário” que fica na parte mais alta do parque.

– Além de toda essa área do Parque que é possível visitar com o ingresso, há também uma grande extensão de área aberta aos moradores, aonde vimos muitas pessoas fazendo caminhadas e alguns vendedores ambulantes.

– A técnica utilizada nos mosaicos chama-se trencadís, feito com azulejos na época trazidos de Valência. Diz-se que Gaudí orientava os trabalhadores a recolher pedaços de cerâmicas e vidros pelo caminho para serem utilizados também.

– Além da entrada principal na Carrer de Larrard o parque ainda conta com mais duas entradas, uma onde os ônibus de turismos estacionam na Carretera del Carmel e outra na Passatge de Sant Josep de la Muntanya que pode-se chegar subindo por uma escada rolante.

Informações Úteis:

Site oficial: www.parkguell.cat

Horários:

30 outubro – 26 março: 8:30-18:15 (última entrada às 17:30);

27 março – 1 maio: 8:00-20:30 (última entrada às 19:30);

2 maio – 28 agosto: 8:00-21:30 (última entrada às 20:30);

29 agosto – 29 outubro: 8:00-20:30 (última entrada às 19:30).

Valor:

Entrada geral € 7. Crianças de 0 a 6 anos € 0. Crianças dos 7 aos 12 anos € 4,90. Mais de 65 anos € 4,90.

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Piazza Del Campo – Siena

Passar por Siena é roteiro indispensável para conhecer a Toscana. A cidade fica no centro da região e apesar de eu ter achado ela com um clima bem jovial, cheia de adolescentes andando para cima e para baixo com uniformes de colégios, em esquina alguma ela deixa de lado aquele ar de cidadezinha medieval italiana, principalmente quando se visita a Piazza Del Campo.

torre-siena

siena-ruasAs ruelas de Siena

Piazza Del Campo – Siena

Os prédios antigos, as janelas verde Toscana (você vai entender essa cor quando visitar a Toscana rsrs) as roupas penduradas nos varais e muitas florzinhas nos prédios enquanto você caminha até a praça parece que vai criando um clima para chegar no Centro da Cidade. Engano nosso, a praça deixa qualquer um de boca aberta.

toscana

Entramos na praça pela parte alta dela. Esse acesso passa pela rua dos fundos da Duomo.

siena-toscanaFundos da Duomo de Siena

A primeira vista já achamos que era a frente da Igreja de tão lindinha, mas acabamos nos surpreendendo depois. Conto sobre a Duomo em outro post.

História da Praça de Siena

Tão linda e diferente a Praça de Siena, que por isso faz parte da lista da UNESCO de Patrimônio da Humanidade. O local muito antigamente era só um centro comercial comum para várias pequenas comunidades da Toscana. Ali funcionava um mercado a céu aberto de comidas, animais e especiarias.

piazza-del-campo-siena

Quando essas comunidades (Castellare, San Martino e Camollia) se uniram para então formar a cidade de Siena, escolheram esse espaço para formar a Praça Central, e em 1218 iniciou os planejamentos de limpeza do local. Foi preciso muitos anos e uma boa quantia de dinheiro para desapropriar os mercadores locais, além de terem que destruir casas, jardins e construir um muro para proteger da água que ali acumulava.  

siena-italiaVista da cidade de Siena

A Praça foi construída em forma de um D ou Meia Lua e inclinada como um anfiteatro. Toda pavimentada com tijolos vermelhos e mármore travertino que divide o chão em nove partes. Essas nove partes simbolizam o “Estado dos Noves”: Governo que idealizou a Praça exatamente onde era um local neutro para fixar os prédios políticos para Siena.

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O Que ver na Piazza del Campo de Siena

siena

Essa praça toda “diferentona” mede 333 metros de circunferência, então sentar em qualquer parte dela e ficar admirando os prédios ao redor faz parte.

O Palazzo Publico – É a prefeitura da cidade. O Palácio foi construído como sede do Governo dos Nove Senhores que administravam a cidade no século XIII.  Hoje o primeiro andar do prédio também abriga o Museu Cívico de Siena.

piazza-del-campo

A Capela Gótica – Também chamada de Capella di Piazza foi construída junto ao prédio do Palácio Público em frente a Torre assim que a cidade se viu livre da Peste Negra no ano de 1348. Feita toda em mármore ela parece mais um tabernáculo, pois é toda aberta.

pracas-toscana

A Torre Del Mangia – Ponto alto da Praça mesmo estando na parte baixa dela. Com seus 102 metros de altura foi construída em 1338 como símbolo de poder. É ela que abriga o relógio e o campanário. Curiosamente leva esse nome apenas porque seu vigia gastava todo seu dinheiro em comida (mangiare = comer) É possível subir na Torre e o valor do ingresso é de 10 Euros. Também é possível comprar as entradas combinadas com os Museus.

campanario-siena

A Fonte Gaia – Essa fonte fica do lado oposto da Torre, foi feita em mármore por Jacopo Della Quercia em 1409. Ela foi construída sob uma antiga fonte, mas agora ela recebia água de cerca de 30 quilômetros de túneis que drenam os campos que inundavam facilmente a redondeza de Siena. Foi restaurada e as peças originais podem ser vistas no Museu de Santa Maria Della Scala. As esculturas mostram a criação de Adão e Eva, o Éden e Nossa Senhora com o Menino Jesus, e os Lobos que jorram as águas são a representação da mãe loba que amamentou Rômulo e Remo.

fonte-gaia-siena

fonte-gaia

O Palio de Siena

A Praça de Siena além de ser belíssima é mundialmente conhecida por um inusitado evento que acontece todo os anos lá, o Palio de Siena. 

Esse evento acontece duas vezes por ano em 2 de Julho e em 16 de Agosto desde o século XIII e reúne milhares de pessoas para ver.

palio-sienaA escultura da Mãe Loba é vista em vários pontos da cidade, abaixo o símbolo de uma das Contrada (equipes) da competição do Pálio de Siena. 

O Palio de Siena é uma corrida de cavalos, onde a disputa acontece entre os 17 bairros de Siena. Apesar de todo o movimento que acontece na cidade para o evento, ele acontece super rápido, são apenas três voltas que os cavaleiros dão na praça em uma velocidade absurda, mas os preparativos começam quatro dias antes, com os sorteios dos cavalos, provas e jantares. Uma pena mesmo a gente não poder ter estado lá nas datas da corrida, quem sabe em uma próxima visita a Itália.

Informações Úteis:

Se for de carro é preciso estacionar fora do Centro Histórico onde há vários estacionamentos, mas uma dica é deixar no Parchedio Santa Caterina, Via Esterna de Frontebranda – fica perto do Duomo e você consegue chegar ao topo da cidade por escadas rolantes. Acredite, isso é bem importante.

siena-estacionamentosO acesso pelas escadas rolantes. 

Site oficial: www.comune.siena.it

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