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ITÁLIA, Pisa

Cemitério Monumental – Pisa

Como já era esperada, a visita a Pisa se resumiria em ver a Torre Inclinada, o Duomo e seu Batistério. Mas uma parede imensa chamava muito nossa atenção. Fomos nos informar no guichê que vendia as entradas das atrações e a atendente disse que era o Cemitério Monumental e que custava 7 euros a entrada. Vimos que não entrava ninguém, mas resolvemos ir mesmo assim. Pedimos 7 entradas e a moça: “7 ingressos??” (visualizem uma Italiana espantada falando com as mãos rsrs)… Percebemos que teríamos um passeio só para nós. Passando a porta de entrada veio a grata surpresa do que fica escondido por trás daquele muro enorme.

Cemitério Monumental – Pisa

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Ali estava o cemitério mais diferente que já visitamos. Como se fosse um jardim interno de um castelo.

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Formado por um enorme corredor branco, com as paredes que dão para o jardim central com janelas abertas em estilo gótico.
 
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O local estava tão vazio e tranquilo que pudemos visitar com calma quase esquecendo que do outro lado do muro havia centenas de pessoas olhando a torre inclinada.
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História do Campo Santo de Pisa

Antes de você começar a achar estranho visitar um cemitério (e pagar) temos que dizer que este foi o primeiro Museu de Pisa, considerado um dos primeiros museus públicos da Europa. Antigamente as tumbas ficavam espalhadas ao redor da Igreja e por toda a cidade de Pisa. Foi então que, em 1277, Giovanni de Simone requisitou um terreno para reunir todos esses sarcófagos romanos que estavam espalhados. Acabou trazendo também várias esculturas e os paredões começaram a ser decorados por importantes artistas da época como Traini e Buffalmacco, tornando o local muito belo e ricamente artístico.

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É chamado também de Campo Santo e se tornou conhecido por toda a Itália porque durante as cruzadas um navio trouxe “Terra Santa” do Monte Calvário para ser colocada no centro do cemitério. A estrutura foi erguida toda em mármore branco ao redor desta terra e as tumbas colocadas no chão dos corredores.

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Por fim eram 2000 m² de paredes pintadas num período de 150 anos.

leovonklenze-pisaLeo von Klenze, The Camposanto, 1858, Nova Pinacoteca de Munique.

E porque não é mais assim? Porque uma bomba foi jogada perto do cemitério durante a Segunda Guerra botando fogo em todo o telhado e danificando praticamente todos os painéis. A estrutura foi refeita igual, mas muitas pinturas se perderam para sempre.

As restaurações se iniciaram em 1947 e seguem até hoje. Os painéis tiveram que ser removidos, mas o que surpreendeu é que a retirada revelou os desenhos primários em baixo dos painéis. Esses desenhos chamados Sinópie eram feitos pelo próprio artista (sinopie é um pigmento vermelho usado para desenhar), enquanto que a pintura colorida era feita com a ajuda de vários pintores, muitas vezes alterando a ideia original.

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Os desenhos foram removidos em partes menores e levados para outro prédio onde hoje é o Museu Sinópie. Os painéis que restaram estão sendo restaurado e devolvido nas paredes. Alguns de Bulfamacco que sobreviveram ao incêndio estão dentro de uma das capelas.

buffalmacco-pisaO Julgamento Final(1336-1341)- Buonamico Buffalmacco

O que ver no Cemitério Monumental:

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  •  Os sarcófagos romanos: Ficavam espalhados pela cidade e nas igrejas. Foram reunidos no cemitério e formaram uma coleção enorme, junto com urnas e esculturas etruscas. Depois do bombardeio restou só 84 sarcófagos, porem a maioria destes estão bem preservados e vazios.

esculturas

sarcofagos-romanos

  • Os Túmulos: Artistas, políticos, professores, físicos e outras personalidades importantes de Pisa foram enterrados lá, mas as tumbas mais visitadas são a de membros da Família Medici e a do matemático Fibonacci.

fibonacci

  •  As Correntes do Porto de Pisa: Penduradas na parede estão algumas argolas das grandes correntes que restaram do Porto de Pisa. Depois de levadas para Gênova, foram doadas para Florença e então devolvidas a Pisa.

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  • As relíquias religiosas: Na Capela Dal Pozzo foram reunidas as relíquias que estavam na Duomo. Entre elas pedaços da Santa Cruz, um espinho da Coroa de Jesus e restos mortais dos apóstolos.

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  • Os Painéis de Buonamico Buffalmaco: A Capela Ammannati foi adaptada para guardar os painéis e contar um pouco da historia da destruição do Cemitério através de fotos da época. Os Painéis de Buffalmaco:

– O Triunfo da Morte: É a obra mais importante que restou porque mostra realmente a Morte soberana e impiedosa sob todos. Considerada a principal pintura dos anos 1.300 reúne várias cenas nada agradáveis, devia estar lá realmente para assustar a população em caso de dúvidas na fé.

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O Triunfo da Morte (1336-1341) – Buonamico Buffalmacco

– O Julgamento Final e Inferno: “O Julgamento Final” mostra São Miguel Arcanjo fazendo o trabalho de selecionar as almas. É o painel melhor conservado, ao contrário de “Inferno” que está bem apagado, mas não o suficiente para deixar de ver um diabo muito maior que Cristo. Foi baseada em um trecho do livro A Divina Comédia de Dante Alighieti.

– Os Eremitas da Tebaída: Está em restauração e não vimos. É o painel mais danificado e conta a vida dos monges.

 CURIOSIDADES

  • As restaurações do cemitério se iniciaram logo após o bombardeio, mas só em 2008 foi descoberta uma forma de retirar os painéis das paredes sem danificá-los de verdade (isso quer dizer que muitos foram estragados nas tentativas). É uma bactéria que come a cola atrás deles, podendo assim soltar da parede. Os bichinhos ainda têm muito trabalho pela frente, mais ou menos 600 m² de cola para comerem.
  • Em todas as paredes há pequenas esculturas. Não sei a origem delas mas é divertido ficar procurando pois são quase imperceptíveis de longe por serem da mesma cor do mármore.

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Informações Úteis:

Piazza del Duomo, Pisa PI, Itália

Horários: Abre diariamente às 10hs, o fechamento varia das 17 ás 20hs. Confira no site oficial o mês de sua visita. 

Valor: Os ingressos são para os monumentos (Museu, Cemitério e Batistério) mas eles dão acesso para a Catedral.

 1 Monumento €5,00, 2 Monumentos €7,00, 3 Monumentos €8,00.

Site oficial: www.opapisa.it

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Catacumbas – Paris

Pagar pra ver ossos amontoados em túneis no subsolo? É isso mesmo? Sim! Para alguns é um passeio aterrorizante, para alguns desnecessário, para outros claustrofóbico. Mas pode muito bem ser um passeio curioso, e eu achei bem interessante.

Então vou tentar desmembrar a ideia de “ossos amontoados em túneis” para deixar mais atrativa a ideia de conhecer esse lugar tão peculiar (e sempre com uma fila enorme) de Paris.

As Catacumbas de Paris

criptas-paris

Os Túneis de Paris

No subsolo de Paris corre uma rede de túneis de extensão desconhecida a 20 metros abaixo das ruas. Parte deles são mapeadas por institutos, parte frequentada por caçadores de novos caminhos, e alguns há muito tempo abandonados.

tuneis-catacumbas-parisInício dos túneis.

Eles foram se formando pela exploração de pedras já desde o período romano. Foi de lá que saiu o material para a construção de grandes obras da cidade como o Louvre e a Catedral de Notre Dame e por lá também foram construídas as linhas de metro. Os túneis foram fechados devido aos perigosos desabamentos que começaram a ocorrer.  

escada-catacumbas

poço-catacumbasPoços de água no fundo dos túneis.

As Catacumbas

Em 1785 um trecho de túneis foi destinado a guardar os ossos dos cemitérios que já estavam abarrotados pela cidade. Por anos os ossos foram transferidos durante a noite em uma procissão fúnebre cobertos por uma manta negra e acompanhados de padres entoando cânticos. No começo foram espalhados de forma desordenada, e mais tarde, Héricart de Thury, o inspetor da Pedreira, resolveu organizar os túneis exatamente para ser acessível a visitação e dispôs os ossos lá em baixo de forma ordenada, formando paredes bonitinhas e alinhadas.

ossos-paris

tuneis-catacumbas

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No fim foram levados para as catacumbas cerca de 6 milhões de mortos, mas o percurso que está aberto hoje para visitar é de apenas 2 km, uma parte bem curta na verdade de toda a extensão.

ossos-catacumbas

De onde vieram tantos ossos?

A ideia de levar os ossos para o subsolo se deu alguns anos depois de o Cimetière des Saints-Innocents ser fechado, em 1780. O mais antigo cemitério de Paris ficava em uma região central, mas virou um grande problema para a saúde da população. Imagine que esse cemitério já estava a 2 metros acima do solo quando foi fechado. Muitas vezes aconteciam desmoronamentos de muros e enchia as casas ao redor de corpos. Com quase 10 séculos de sepultamentos tiveram que começar a enterrar as pessoas em valas comuns, chegando a ser de 1.500 por dia. Mas o problema maior, claro, além do cheiro, era o número de mortes que essa falta de higiene estava causando. Reza a lenda que quem se atrevia a atravessar o cemitério ficava por lá mesmo, pois morria contaminado pelo caminho. Nem quero imaginar o cheiro disso nos constantes dias chuvosos de Paris.

cemiterio-dos- inocentes-parisOssos dos Cemitérios dos Inocentes e Madeleine

O Cemitério dos Inocentes levou 2 anos para ser desocupado e em seguida vários outros cemitérios foram transferidos para os túneis, enquanto isso novos foram sendo construídos pela periferia da cidade.

cemiterio-st-etienneOssos trazidos do Cemitério St Etienne

No Cemitério Madeleine foram enterrados as vítimas da guilhotina na Revolução Francesa, como Lavoisier, Robespierre, Maria Antonieta e o Rei Luis XVI. Enquanto a realeza foi cuidadosamente transferida para a Basílica de Saint Denis, os outros estão agora nas catacumbas.

 O Tour pelas Catacumbas e Paris

Depois de 45 minutos na fila e torcendo pra não dar o horário de última entrada, pois o número de visitantes lá em baixo é controlada, finalmente conseguimos entrar. Mas a fila é só o começo, em seguida são 130 degraus de descida em forma de caracol, as catacumbas ficam cinco andares abaixo do solo.

entrada-catacumbasPorta de entrada para os túneis. 

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Depois das escadas mais um trajeto de túneis com pouca iluminação e aí sim, chega-se a entrada do ossuário com uma mensagem, digamos, bem receptiva: “Arrete c’est ici l’empire de La Mort” (Pare, este é o império da morte).

entrada-catacumbas-parisEntrada para as Catacumbas. Por todo o trajeto ainda da para ver essa linha negra no teto, ela é a marca das velas usadas para iluminar os túneis no passado.

Agora sim, dos 2 km de percurso boa parte você vai estar cercado de ossos empilhado dispostos em desenhos geométricos. No começo é meio estranho, mas é tanto, tanto osso que você se acostuma rápido. E não pode ser diferente, o percurso tem que ser terminado, depois que entra não pode fazer o caminho de volta, não tem saída de emergência e nem banheiro lá em baixo. Então o melhor é mesmo ir dando um bonjour para o pessoal.

ossuario-paris

 No começo do trajeto várias esculturas foram feitas na pedra por um operário chamado Antoine Décure.

antoine-decure

forte-mahon

cripta-da-paixaoA cripta da Paixão tinha função de capela do ossuário, mas era onde aconteciam festas bem obscuras com a burguesia de Paris.

A saída também é feita por uma escadinha minúscula em caracol com 83 degraus, e nem pense em levar um fêmur de lembrancinha, a sua bolsa vai ser revistada lá em cima. Mas se quiser uma recordação, tem uma lojinha no outro lado da rua da saída, que vende todos os artigos imagináveis em forma de caveira.

paris-tour-catacumbas

Curiosidade

  • O fato de terem cercado o itinerário da visita é bem simples: os túneis são labirintos sem fim, e quem se arrisca a explorar sem um mapa pode acabar perdido para sempre. É o que conta em uma das lapides do trajeto: “Em Memória de Philibert Aspairt, que se perdeu nessas galerias no dia 3 de Novembro de 1793. Foi encontrado 11 anos depois e enterrado no mesmo lugar.” Várias outras situações parecidas aconteceram, e a polícia teve que dispor de inúmeros policiais e muitos dias para encontrar garotos perdidos.
  • Vários escritores citam as catacumbas e os túneis de Paris em seus livros. Umberto Eco em O Pêndulo de Foucault e Victor Hugo, no livro mais famoso de Paris, Os Miseráveis. Ernest Hemingway conta em “Paris é uma Festa” dos bares que davam acesso as Catacumbas.
  • Algumas pessoas foram enterradas diretamente nas catacumbas durante a Revolução Francesa.

combatentes-revolução-francesa

  • Quando transferiram os ossos, muitos dos corpos ainda não estavam totalmente decompostos, e a gordura deles virou sabão e velas! Éca!

praça-denfert-rochereauA entrada para as Catacumbas é feita por uma pequena porta, e fica bem em frente ao leão da Praça Denfert Rochereau.

Informações úteis:

 Avenue du Colonel Rol-Tanguy – 75014 – Paris

Metro: Denfert-Rochereau

Horário: Diariamente, das 10h às 20h, exceto às segundas-feiras e feriados. Última entrada às 19h.

Valor: normal 10€, reduzida 8€

Crianças menor de 14 anos só entram acompanhadas de um adulto.  

Site oficial: www.catacombes.paris.fr

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Cemitério da Recoleta-Buenos Aires
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Cemitério da Recoleta-Buenos Aires

Quem disse que cemitério é lugar só para os mortos??? Em Buenos Aires o Cemitério da Recoleta é um dos principais e mais visitado dentre os pontos turísticos da cidade.

Cemitério da Recoleta – Buenos Aires

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A cidade toda já tem aquele ar arquitetônico europeu e o “último lar” dos portenhos não é diferente. Inspirado no Cemitério Père Lanchaise de Paris, com sepulturas e mausoléus gigantes e impressionantemente decorados com esculturas que são verdadeiras obras de arte.

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Só tem uma coisinha que deixa mais horripilante que o de Paris: dentro dos mausoléus alguns caixões ficam expostos. Não são enterrados, e mesmo os mais antigos continuam lá e com toalhinhas de crochê em cima para decorar!

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O cemitério fica no bairro residencial da Recoleta, um dos mais nobres da cidade, ao lado da Capela Nossa Senhora Del Pilar, outro local que vale a visita.

recoleta.jpegCapela Nossa Senhora Del Pilar

Nos domingos essa praça fica bem movimentada, pois acontece uma feirinha que começa ali e vai até em frente ao Museu Nacional de Belas Artes.

Arrependo-me de ter entrado meio tarde no cemitério, fiquei muito impressionada com as obras, mas só consegui ver um lado dele, pois eles fecham às 18hs, e nem tem como escapar. Um guardinha praticamente te “escolta” até a saída, e se você tentar desviar do corredor principal leva uma apitada no ouvido (sim, eu tentei fazer isso para dar mais uma voltinha por lá).

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A História do Cemitério da Recoleta

Construído em 1822, em terras doadas ao convento para ser um cemitério público, se chamava Cemitério do Norte. Mais tarde, em 1880 passou por uma restauração, pois estava praticamente abandonado. Hoje o cemitério é cercado por um alto muro, contém cerca de 6 mil sepulturas e 90 mausoléus. Grande parte das tumbas fazem parte dos Monumentos Históricos Nacionais de Buenos Aires.

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O criador do cemitério, o presidente Bernardino Rivadavia acabou não sendo enterrado lá, e está sepultado na Praça Miserere. Já o coveiro David Alleno deve ser a única pessoa pouco abonada que tem uma sepultura exclusiva lá. Depois de economizar por toda a vida, encomendou na Itália uma escultura que representava seus instrumentos de trabalho e com a data da sua morte. No dia marcado se suicidou e descansa lá sob a seguinte frase: “David Alleno, cuidador en este cementerio 1881-1910”.

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Dizem que o metro quadrado mais caro da cidade é dentro do cemitério, apesar de não saber se é verdade, não duvidaria, pois lá estão enterradas só famílias nobres e grandes nomes argentinos como: A Evita Perón, que é o túmulo mais visitado, vários outros ex-presidentes argentinos, importantes escritores, ganhadores de prêmios nobéis, políticos, generais, esportistas e artistas

sepultura-presidente.jpegTúmulo do ex presidente argentino Manuel Quintana

Hoje você pode comprar um tumba simples por 15 mil dólares ou se preferir ficar vizinho de Eva Perón é só fazer um depósito em torno de 250 mil dólares!

Histórias e Lendas

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Claro que cemitério sempre rende muita história, e neste algumas são bem interessantes, já que estão ligadas às suas respectivas esculturas.

Uma delas é a imagem de uma menina segurando a maçaneta da porta de sua tumba. A história é que Rufina Cambaceres morreu com 19 anos, na véspera de seu aniversário. Dias depois os funcionários encontraram seu caixão danificado, e quando abriram viram vários arranhões no interior, dando a entender que ela na verdade não teria morrido e sim sofrido algum ataque de catalepsia. A estátua fora da tumba dá a ideia de que ela agora vaga livremente pelo cemitério, e claro, todas as histórias de aparições por lá são atribuídas a ela.

Sem Título-1 Túmulos de Rufina Cambaceres e Salvador Maria Del Carril 

Outra estátua interessante é a do túmulo do vice-presidente Salvador Maria Del Carril, que já em vida odiava sua esposa. Antes de ela morrer exigiu que no mausoléu da família as duas estátuas ficassem uma de costa para a outra, demonstrando o seu desentendimento por toda a eternidade.

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A lenda mais enigmática continua sendo a do túmulo de Pierre Benoit, um refinado francês que misteriosamente chegou na cidade por volta de 1818. A história é que ele seria na verdade Luis XVII. Misteriosamente ele também morreu, acreditasse que envenenado. Ele foi responsável por parte da arquitetura da Catedral de Buenos Aires (em estilo francês) e sua última pintura foi um quadro de Maria Antonieta, (supostamente sua mãe).

mausoleus-argentina.jpeg

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Histórias horripilantes à parte; acho que valeria a pena visitar o cemitério com um guia e conhecer melhor os grandes personagens de Buenos Aires que hoje estão cercados de grande obras de arte.

Informações úteis:

Junin 1760 – Recoleta – Buenos Aires

Horários: Todos os dias 08hs às 18hs. Entrada Gratuita

Site oficial: www.cementeriorecoleta.com.ar

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