AMÉRICA DO NORTE, ESTADOS UNIDOS

Grand Canyon – EUA

Fazer um bate e volta de Las Vegas ao Grand Canyon era uma grande dúvida. Dá tempo em um dia? Vale a pena? E se dormir no caminho? Melhor ir de helicóptero? No post explico isso tudo, mas já adianto: nenhuma foto demonstra a magnitude do lugar!

Grand Canyon – EUA

O Grand Canyon fica localizado no Arizona, nos Estados Unidos. É uma formação rochosa que ao longo de mais de 2 bilhões de anos o Rio Colorado foi ‘cortando’ e transformou no que vemos hoje, vários canais. Hoje existe o enorme Parque Internacional do Grand Canyon, com uma área de 446 km de comprimento totalmente cuidada pelos índios. Toda a renda adquirida na entrada, no restaurante, na lojinha, em TODO o comércio, é para os índios – que inclusive não precisam pagar imposto ao governo americano.

É possível visitar vários ‘lados’ do Grand Canyon. South Rim, North Rim e West Rim. E foi aqui que eu fiquei confusa quando tentava programar o passeio. Só tínhamos um dia disponível e tínhamos carro alugado, então não fazia sentido pagar uma excursão ou até mesmo o preço salgado do passeio de helicóptero.
A opção mais viável para quem está nessas condições é certamente ir até WEST RIM que fica a 195 km de Las Vegas e dá um pouco mais de 2 horas de viagem, com uma paisagem incrível praticamente só de deserto. Tínhamos a rota impressa caso o GPS achasse legal nos mandar para o deserto adentro sem posto de gasolina ou hotéis próximos, mas o GPS foi fiel e a sinalização é eficaz.

Em 1988 os Índios Hualapai passavam por dificuldades e resolveram abrir suas terras a visitantes sabendo do potencial turístico do local, assim criaram o Grand Canyon West.

Já que o trajeto Las Vegas/West Rim é relativamente perto, aproveitamos fazer uma parada no caminho na famosa represa ‘Roover Dam’. A represa faz divisa entre os estados Nevada e Arizona.

Chegando a Reserva Americana de Índios Hualapai compramos o ingresso Gold que dá acesso a entrada+almoço+Skywalk (aquela passarela suspensa com o chão todo de vidro).

Grand Canyon – West Rim

Ponto Inicial
Aqui já tem lojinha climatizada, banheiros, venda de ingresso – tudo muito organizado pelos Índios – e o início do tour de ônibus pela reserva com 3 paradas: Hualapai Ranch, Skywalk / Eagle Point e Guano Point. São vários ônibus climatizados fazendo constantemente esses trajetos, você pode ir e voltar para cada ponto quantas vezes quiser. Inclusive em todas as paradas tem lojinhas, banheiros e local para almoço.

Primeira Parada – Skywalk / Eagle Point

Em 2007 foi construída essa passarela – a Skywalk – em forma de U com o chão todo em vidro justamente para aumentar o chamariz turístico. O slogan do local não mente: “Caminhe entre as nuvens”. Se dá medo?? Dáá, mas vale muito a pena.

Skywalk ali no cantinho

Mesmo com o ingresso comprado a fila é enorme, tem que ter paciência. Durante a fila começa a preparação para o dia de modelo. Não entendeu? Eu explico! É proibido levar câmera ou celulares porque lá tem uns 4 fotógrafos profissionais, então suas câmeras já ficam em um guarda volume. Na sequência, você é orientado a colocar protetores de pé e aí então começa o desfile na passarela, com um fotografo específico para cada grupo fazendo um verdadeiro BOOK em todas as poses possíveis, relembrando agora parece hilário hahaahah mas novamente, vale a pena. Claro que no final você se obriga a comprar um dos registros. 

A Skywalk fica a 1220 metros acima do rio e com total vista do Eagle Point, que é uma linda formação rochosa em formato de águia. Essa você pode fotografar com calma depois de sair da passarela e em seguida fazer um passeio pela recriação de uma Vila nativa dos índios.

Recriação de uma Vila Indígena

Segunda Parada – Hualapai Ranch

Mesmo a Skywalk e o Hualapai Ranch ficarem mais distantes, resolvemos ir até lá para almoçar, já que no mapa indicava que lá está uma recriação das casas do ‘Velho Oeste’, mas depois de visitar a Calico Ghost Town (leia o post aqui), esse passeio ficou bem sem graça.


Foi uma visita rápida. O almoço com bebida estava incluído no ingresso Gold que compramos  – uma espécie de buffet americano, daqueles que você pode escolher entre umas 5 opções de comida – e o restaurante estava relativamente vazio.
Em Hualapai Ranch é possível pernoitar reservando cabanas.

Terceira Parada – Guano Point

A formação rochosa da Águia é linda, mas a vista que se tem aqui em Guano Point foi o que me fez perceber que estava mesmo no Grand Canyon. O rio fazendo seu curso e demarcando as rochas é uma visão inesquecível.
Aqui é possível ver o pedacinho de uma antiga estrutura da Mina Guano.

Dicas:
– Chegando de carro a West Rim ainda é possível fazer o passeio de helicóptero com a opção de desembarcar lá dentro do Canyon e fazer um passeio de barco pelo Rio Colorado com comida incluída ou para quem desejar ainda podem fazer rafting.
– Importante!!! Não há nenhuma segurança entre o limite do chão e o precipício, nem uma cordinha sequer. Por todo o passeio há placas indicando que o parque não se responsabiliza por acidentes. Vale a pena ter um cuidado redobrado e não chegar próximo ao limite.

Informações Úteis:

Site de informações: www.grandcanyonwest.com
Site oficial: www.nps.gov/grca/index.htm

Valor:
Entrada $46,95
Entrada+almoço+Skywalk $71,38

Para saber mais sobre os índios Hualapaiwww.hualapai-nsn.gov

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AMÉRICA DO SUL, CHILE, Santiago

La Chascona – Santiago

Sabe quando uma pessoa constrói uma casa com tanto amor, detalhes e dedicação a ponto de poder dizer que esse lar é também uma representação de sua vida? É assim a casa do poeta chileno Pablo Neruda em Santiago do Chile.

La Chascona – A Casa de Pablo Neruda – Santiago

Pablo Neruda é uma das figuras mais emblemáticas do Chile. Conhecido pelo resto do mundo pelos seus poemas e por ter recebido um prêmio Nobel da Literatura.

Apesar de ele ter morado em diversos lugares no mundo, foi no Chile que ele construiu um lar, ou melhor três. Ele construiu uma casa em Valparaíso, uma em Isla Negra, onde agora está sepultado e uma em Santiago, chamada La Chascona.

Das três casas escolhi visitar o interior dessa pois ela foi transformada em Museu e é considerada Monumento Nacional desde 1990.

La Chascona

La Chascona fica no bairro Bellavista e foi construída com o intuito de Neruda se encontrar com a amante Matilde Urrutia, até que ele então abandonou sua esposa e foi morar lá. O nome que significa A Descabelada era uma homenagem carinhosa para a mulher que viveu com Neruda até o fim de sua vida.

Ela levou treze anos para ser terminada e é composta de três partes separadas que se ligam por jardins e escadas.

Construída em um terreno acidentado Neruda fez o seu arquiteto Germán Rodriguez mudar todo o projeto da casa para que ela ficasse com uma vista para as cordilheiras.

A casa está agora bem conservada mas foi principal alvo de ataque do Golpe de Estado onde foi praticamente destruída e alagada, poucos dias antes da morte de Pablo Neruda.

Matilde se empenhou em reconstruir a casa e criou a Fundação Neruda. Muitas peças, obras de arte e poesias foram roubadas mas muito foi recuperado. A casa está toda decorada com os móveis, livros, coleções particulares de Neruda (sim ele colecionava muitas coisas) e obras de Picasso e Diego Rivera.

Outro fato curioso da casa é que Neruda recebia ali muitas figuras ilustres entre artistas e escritores do mundo todo, mais especificamente na parte mais legal da casa, uma sala de jantar em forma de navio com uma passagem secreta, que ele usava para divertir os convidados.

O Tour na Casa de Pablo Neruda

Todo o trajeto na casa é feito com áudio guia, sempre em sentido único. Passamos por sala de jantar, escritório, quartos, o bar de verão, a biblioteca e jardins. Não é permitido fotografar nas áreas internas, apenas nas partes externas.

É um passeio rápido mas que dá de compreender o espírito do poeta através de seus gostos pessoais. Para te dar mais vontade de conhecer esse lugar, termino aqui com um poema de Neruda:

Quero apenas cinco coisas…
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

Informações Úteis:

Fernando Márquez de La Plata 0192, Santiago, Providencia.

Horários: Terça a Domingo, das 10hs às 18hs.

Valor: $7.000 (sete mil pesos).

Site Oficial: www.fundacionneruda.org/

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AMÉRICA DO SUL, BRASIL, Rio Grande do Sul

Ametista do Sul – RS

Nesse começo de ano resolvi conhecer mais um pedacinho do Brasil. Viajei até São Miguel das Missões no extremo oeste do Rio Grande do Sul, mas como a viagem era longa, mesmo para quem mora em Santa Catarina, busquei por outras cidades para visitar no caminho e descobri a cidade encantadora de Ametista do Sul. 

Ametista do Sul – RS

Ametista do Sul é uma cidade bucólica no norte do Rio Grade do Sul, com sua origem na década de 1940, onde se descobriu que possuía as maiores jazidas de pedras preciosas do mundo, como a ametista e a ágata. Isso devido um evento vulcânico do período Cretáceo, ocorrido há mais de 135 milhões de anos.

Foi por acaso que iniciou a exploração das pedras, quando agricultores as encontraram em raízes de árvores e córregos. Os garimpeiros iniciaram o processo de escavações em forma de poços com abertura lateral devido à topografia acidentada da região. Somente em 1972 o garimpo além de ser feito a céu aberto passou a ser feito em galerias. Atualmente o acesso às minas é feito com mais segurança e a técnica utilizada nos geodos para retirada das pedras também ficou mais eficaz, aonde não se perde tanto material com a exploração.

Além da cidade de Ametista do Sul mais oito cidades na redondeza praticamente vivem só da extração das pedras, sendo Ametista do Sul a principal fonte de extração, desde extensão quanto de volume produzido da pedra Ametista. Quanto mais escura for a cor da pedra, mais valor comercial ela tem. A maior parte da venda é feita para China.

O que Ver em Ametista do Sul

O turismo também é uma fonte de renda da cidade, onde duas rotas foram traçadas: a Rota das Águas e Pedras e a Rota das Gemas e Joias, passando por esses pontos turísticos:

– Através do aspecto esotérico na visita a Pirâmide com seu interior revestido de ametista construída na praça central.

A Paróquia São Gabriel tem o interior incrustado de 40 toneladas de pedra ametista, com cristais de calcita, citrino e quartzo hialino. A visita é gratuita, mas para filmar ou fotografar é necessário que se pague uma taxa.

  – As Lojas com uma ampla variedade de pedras preciosas e semipreciosas do mundo todo e com preços diversos, com peças brutas e lapidadas. Nesta loja compramos uma mini revista que explica todas as pedras e suas utilidades.

Ametista Parque Museu fica um pouco afastado do centro da cidade, é um dos pontos mais visitados com pedras diversas do mundo todo. A visitação passa por um garimpo subterrâneo desativado, onde também tem uma adega, com parada para degustação de vinhos e sucos. No final lojinha de souvenir.

Algumas pedras, à primeira vista, lembram Corais

 Ametista Parque Museu

Após visitar as lojas, a pirâmide e a igreja, passamos a tarde toda no Ametista Parque Museu. Iniciamos com o famoso passeio dentro da mina desativada, aonde se embarca em uma espécie de carrinho com 10 pessoas e um motorista super simpático. Ele vai explicando como era e como são feitas as garimpagens. Tem uma parada onde podemos observar algumas pedras e os processos de retiradas delas.

Depois visitamos o Museu propriamente dito, com mais de 1.500 exemplares de pedras preciosas do mundo todo. Além de ver um meteorito raro de quase 140 kg e da pedra ametista mais valiosa até o momento, pesando 2.5 toneladas.

Obs: Não é permitido fotografar o local.

No final desta grande sala do museu, já recebemos um capacete e iniciamos a pé a passagem de 200m dentro de uma galeria subterrânea, totalmente natural, ou seja, completamente rústica. O caminho central onde passamos é iluminado, e ao percorrer percebemos as galerias laterais que estão isoladas para passagem. Durante o percurso tem paredes com pedras reluzindo e um ponto com várias pedras para observação.

Dica: Vá com sapato fechado e cuide da altura se você for alto, tem alguns poucos lugares mais baixos.

No final, ainda dentro da mina, chega-se a uma adega com degustação e venda de vinhos e sucos (uma delícia) através da Coperametista. Meu marido por não gostar muito de espaço fechado ficou ansioso pela saída quando soube que estava a 50m abaixo da terra, mas a Sra. que nos atendeu falou que adora trabalhar ali, gosta do clima fresco.

Para terminar, sobe-se uma rampa para as lojas onde tem banheiros e lanchonete também. No lado de fora uma passarela leva a um mirante do Vale Verde.

Acasos da vida, já nas lojas, minha filha estava comprando pedras para trazer de lembrança e o Senhor que atendia ela começou a conversar com meu esposo sobre o passeio que tínhamos acabado de fazer. Falamos que a parte que deveria ser repensada é a do Museu, tantas preciosidades que não podem ser fotografadas, nem todos têm a oportunidade de uma visita a um local tão incomum. Só então o Senhor se apresentou como o proprietário de todo o local e disse que estavam exatamente pensando neste ponto e que tinha uma sala com preciosidades onde apenas poucos convidados a frequentam.

Gentilmente nos convidou para visitar este acervo e fez questão que colocássemos no blog inclusive as imagens para divulgação. Disse ainda que colocarão em exposição estas peças guardadas. Foram ótimos momentos conversando sobre como iniciou sua carreira, como são os processos atualmente, a procura das pedras e a valorização estrangeira.

Pedaço de Meteorito raro da coleção particular

Informações Úteis:

Site oficial do Parque: www.ametistaparque.com.br

Horários: De segunda a domingo das 9h às 12h e das 13h às 18h.

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