AMÉRICA DO SUL, CHILE, Ilha de Páscoa

Ilha de Páscoa, Antes dos Moais – Chile

Assim como eu pensava, acredito que muitas pessoas achem que o curioso na Ilha de Páscoa são os Moais. Mas a história da Ilha começou muito antes dos gigantes de pedra se instalarem por toda a Ilha e tem muita coisa interessante para saber da Ilha de Páscoa além dos Moais!

Ilha de Páscoa – Antes dos Moais

Há milhares de anos houve 3 grandes erupções vulcânicas, uma há 3 milhões de anos formando o vulcão Poike (infelizmente não fizemos a trilha até ele), depois outra a 2,5 milhões de anos formando o Rano Kau e por último houve uma erupção há 300 mil anos formando o Terevaka.

Cratera do Vulcão Rano Kau

Além desses 3 principais vulcões, a Ilha conta com diversas outras crateras menores que é possível conhecê-las conforme for visitando a Ilha.

Cratera do vulcão Rano Raraku, uma vulcão menor e que mais tarde sua pedra serviria como “Fábrica de Moais”

Depois de toda essa formação geológica, a Ilha levou ainda alguns milhares de anos para ser descoberta.

Ela faz parte de uma placa tectônica que está em movimento descendente, ou seja, está afundando e é sabido que em mais alguns milhares de anos ficará submersa.

Os Vulcões da Ilha de Páscoa

Vulcão Rano Kau

Sem dúvida é a cratera de vulcão mais bonita da Ilha de Páscoa já que forma um lago cheio de plantas e ao vivo é muito maior do que parece nas fotos. É possível vê-la em um ponto de observação e também ao entrar para visitar a vila cerimonial Orongo. 

Apenas os nativos podem entrar na parte interna do vulcão e aos finais de semana aproveitam  para fazer picnic no local.

Vulcão Terevaka

Havia lido sobre a caminhada até o ponto mais alto, o Vulcão Terevaka, 507 m acima do nível do mar, mas não cheguei a incluir na programação já que muitas pessoas falavam que era uma caminhada bem puxada. Mas como contei no post geral da Ilha de Páscoa, quando alugamos o carro na Insular, conhecemos o atendendo do local, o Samuel, um dentista mexicano que visitou a Ilha e ao subir o Terevaka e ter a vista 360º da Ilha tomou a decisão de ir morar por tempo indeterminado lá. Estava decidido, precisávamos subir o vulcão e saber o que o Samuel viu de tão lindo.

Pegamos mais informações com o guia Kako que indicou subir cedo, já que a Ilha tem um clima bem agradável cedinho mas ao meio dia o sol é de torrar. Fomos de carro até o Ahu a Kivi e ali os nativos que cuidam do local, em uma mistura de espanhol com Rapa Nui, nos orientaram como chegar ao ponto mais alto já que não há indicação alguma ao longo da trilha “ficar sempre nas trilhas da esquerda, se for a direita vai errar. O ponto mais alto é a esquerda do reflorestamento”#medo hahahahah.

Ao fundo o centro da Ilha de Páscoa, Hanga Roa

Começamos a trilha as 9h com bastante sombra, tínhamos água, algumas coisas para comer e muito filtro solar. Depois de 1:30h subindo, achando que estávamos na trilha errada umas 4 x, parando algumas vezes para tomar água e desviar de gados soltos e encontrando poucas pessoas na trilha chegamos ao ponto mais alto. Lá estava a vista 360º que o Samuel havia se encantado. Samuel tinha razão, vale a pena subir!

Um pedaço do reflorestamento e ao fundo o Vulcão Poike

Lá, no local habitado mais distante de qualquer continente, nunca me senti tão “em casa”. O silêncio, a infinidade do mar, a visão da formação da Ilha cheia de vulcões, o vento batendo forte… dá uma sensação de paz e que você é apenas um grãozinho nessa imensidão.

Levamos mais 1:20h para descer e encontramos mais turistas, mas o sol já estava bem forte e o pessoal estava sofrendo mais para subir.

A Ilha Antes da Construção dos Moais

Hoje a Ilha de Páscoa tem acesso por barco e por vôos diários de 5 horas a partir do Chile, tem internet e qualquer outro meio de comunicação necessário. Agora imaginem a Ilha lá pelo século IV, sem nenhum tipo de orientação. É realmente de se surpreender que ela foi encontrada apenas por orientação estelar.

A data da chegada dos polinésios na Ilha é apenas uma estimativa entre 400 d.C a 800 d.C.

O que se sabe é que o Rei das Ilhas Marquesas enviou 7 exploradores para achar novas terras e eles chegaram a Ilha, mapearam-na e voltaram contar ao rei (não basta achar a Ilha, tem que achar o caminho de volta sem GPS hahahaha).

O Rei batizou a Ilha de Rapa Nui – Ilha Grande – e enviou seu filho Hotu Motu’a como o Rei da Ilha e uma filha.

Os únicos registros desses fatos são os petróglifos espalhados pela ilha.

Praia de Anakena

A história conta que a chegada do Rei se deu pela praia de  Anakena. De Anakena, a Ilha foi dividida metade para o rei e a outra metade para sua irmã. Dessa divisão teve início os diversos clãs que mais tarde iriam superpovoar a ilha.

Mais sobre a praia Anakena: Fica longinho da capital Hanga Roa, em torno de 18km, por isso é importante ter carro alugado.

A praia é banhada pelo Oceano Pacífico e a água é geladaaa, mesmo assim arrisquei entrar naquela água transparente, limpa e cheia de peixinhos. A verdade é que Anakena não precisa ter água quentinha pra chamar os turistas, hoje ela é considerada a praia mais linda do Chile e a 6ª do mundo.

Atualmente a praia está cheia de coqueiros que foram doados pelo Tahiti, já que, após a colonização, a Ilha de Páscoa acabou totalmente sem árvores. Tem quiosques e banheiros. Tudo muito organizado.

Voltamos algumas vezes lá comer a famosa Empanada de Atum com queijo, deitar na grama (junto com um monte de galinhas hahahaha) e ficar apreciando a vista da praia e da plataforma de Moais.

 

Ao lado de Anakena fica a praia Ovahe, essa da foto abaixo, tão bonita quanto Anakena e lá está o local onde os ancestrais eram cremados. Não tomamos banho nessa praia, mas vale a visita!

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