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Veneza

EUROPA, ITÁLIA, Veneza

Palácio Ducal – Itinerário Secreto – Veneza

“Esse post faz parte da blogagem coletiva de blogueiros da RBBV. No final desse post você encontra os links de todos os blogs que estão participando com diversos lugares inspirados pelo cinema e literatura.”

Palácio Ducal – Itinerário Secreto – Veneza

Segundo o Wikipedia, a cinefilia é o gosto pelo cinema e o interesse demonstrado por tudo aquilo que se relaciona com a sétima arte. Em muitas das nossas viagens costumamos assistir filmes que se passam no nosso próximo destino.  Antes de embarcar a Veneza um dos filmes que nos chamou a atenção foi o Casanova, um romance envolvente entre um escritor italiano e sua paixão por uma mulher que o rejeita e muitas imagens de Veneza (claro que o ator Heath Ledger como protagonista também ajuda rsrsrs)

Mas o que tornou o filme mais curioso é que Giacomo Girolamo Casanova fez realmente parte da história de Veneza e ficou popularmente conhecido por ter sido o único fugitivo da prisão do Palazzo Ducale.

O Palácio Ducal

O Palácio Ducal ou Palácio do Doge é um dos pontos turísticos de Veneza que mais chama a atenção e com certeza uma das construções mais fotografada. Situado na Praça São Marco, ao lado da Basílica e de frente para o principal porto de entrada da cidade é um prédio gótico veneziano lindo que desafia qualquer um a pensar que ele está sob as águas.

vista-palacio-ducal

detalhe-palacio-ducal

Foi construído a partir do ano 810 (antes da Basílica) para ser casa dos Doges e sede administrativa e política da cidade, além de é claro abrigar uma prisão na parte mais inferior do prédio. Por várias vezes o prédio ou parte dele foi incendiado passando aasim por diversas reformas e acréscimos de salas até chegar ao tamanho que está hoje.

entrada-palacio-ducalDetalhes do pátio interno do Palácio.

As construções terminaram por volta do ano 1.565 e das estruturas do século IX nada restaram. Ele foi usado até 1797 pelo Império Napoleônico e Austríaco e só e 1996 passou a fazer parte dos Museus Cívicos de Veneza.

palazzo-ducale

O Palácio, os aposentos dos Doges e os grandes salões podem ser visitados,  bem como a ala da prisão mais nova, que é um prédio ao lado aonde se chega atravessando a famosa Ponte do Suspiro. Mas essa parte eu vou contar em outro post.

ponte-do-suspiroA passagem pelo interior da Ponte do Suspiro. 

patio-prisao-venezaPátio interno da prisão da ala nova. 

Para conhecer a ala mais velha e as prisões assustadoramente antigas, onde ficou preso o grande protagonista de Veneza é preciso comprar ingresso para o passeio ITINERÁRIO SECRETO.  

O Itinerário Secreto do Palácio Ducal

Depois de assistir ao filme ficou a curiosidade de saber como o Casanova conseguiu essa façanha de fugir de uma prisão e descobrimos que há uma visita no Palazzo Ducale percorrendo um itinerário secreto com guias em inglês, italiano ou francês, em horários específicos e número de visitantes limitados. Compramos os ingressos no local para a visita em Italiano. A visita toda leva em torno de 1:30h

doges-palacioPátio interno do Palácio e a Basílica de São Marcos no fundo.

O itinerário tem inicio no pátio principal do Palazzo Ducale para encontrar a guia e receber algumas informações como a de que não pode tirar foto durante a visita, nem sem flash (inclusive as bolsas devem ficar para frente para a guia ver que ninguém pegou suas câmeras) e que ao trocar de sala ela iria contar os participantes, e se alguém tivesse se perdido (a visita é um verdadeiro labirinto) deveria ficar parado que ela voltaria encontrar e o restante do grupo deveria ficar aguardando.

visita-itinerario-secretoPonto de encontro com a guia no pátio interno.

A visita já começa em uma cela minúscula, úmida e escura, as chamadas Pozzi. Aqui a guia já explica que nas inundações os presos continuavam lá e isso já se tornava uma verdadeira condenação à morte já que a maioria ficava doente. No inverno também não era permitido acender velas devido o risco de incendiar, pois mesmo sendo algumas paredes erguidas em pedras, tem muita madeira na construção e lá ficavam muitos papéis arquivados. Até hoje, durante a maré alta, no verão com calor intenso ou no inverno mais rígido essa parte da prisão fica impossibilitada de se visitar.

entrada-visita-secretaPorta de entrada para o Itinerário Secreto que dá direto nas celas antigas. 

Curioso mesmo foi ver a marcação nas portas com números romanos ao contrário para confundir a ordem da saída aos que se arriscavam fugir, embora a maioria dos presos não soubessem ler. Durante o percurso era possível ver algumas escritas nas paredes feitas pelos poucos presos que sabiam escrever.

celas-palacio-ducalFotos da ala nova da prisão, onde é permitido fotografar. 

ducale-prisao

Vale citar: os presos nunca não sabiam o motivo de estarem presos e nem por quanto tempo lá ficariam.  Inclusive nem o Casanova sabia, ele apenas cita no seu livro uma suposição do motivo de ser preso, por ser ateu ou maçom ou ainda praticar alquimia, mas novamente, são apenas suposições do real motivo.

prisao-venezaCelas da ala mais nova da prisão do Palácio dos Doges. 

prisao-casanova

Após visitar as celas mais inferiores também é possível passar por uma grande sala onde eram guardados todos os arquivos de Veneza, quem trabalhava lá tinha uma alto salário e era um cargo passado de pai para filho pois precisava ser de muita confiança para guardar os segredos do palácio e daRepública. Cada armário possui o Brasão da família responsável por aqueles arquivos.

Nas salas principais haviam gigantescos chãos de mármore, questionamos a guia de como foi possível levar até lá uma pedra tão grande e ela explicou que era uma mistura de pedra e outros materiais feitos ali no local mesmo, formando uma pedra só com desenhos únicos e lindos.

As Prisões (Piombi) no andar acima eram melhores. Os prisioneiros que tinham um certo poder aquisitivo ou influência política podiam ficar lá, inclusive podiam mobiliar com alguns itens o local. Casanova ficou em duas dessas, na primeira ele tentou fugir mas sem sucesso e mudaram ele de cela e dali ele conseguiu fugir. A guia contou que não há registros exatos da fuga, o próprio Casanova pôde ter exagerado em seu livro, dizendo que contou com a ajuda do seu vizinho de cela, um padre que deu sua roupa ao Casanova. Após uma engenhosa abertura das celas os dois saíram caminhando pela porta da frente do Palazzo e nunca mais foram capturados.

prisao-casanova-celaCela onde ficou Casanova. Foto site oficial: www.palazzoducale.visitmuve.it

salas-interior-ducaleFoto site oficial: www.palazzoducale.visitmuve.it

No sótão passamos pela Sala das Armas onde fica uma exposição de armamentos da época. Essa parte do passeio fica impossível de fazer no verão devido o calor e não é possível instalar refrigeração pois a estrutura super antiga não aguentaria.

Aqui também entramos em uma portinha que foi possível ver toda a estrutura do teto do Palazzo e é muito interessante, já que o salão abaixo que chegou a ser o maior salão do mundo não possui pilares no centro, toda a sustentação de madeira está visível e entrelaçada ali no sótão. (os arquitetos e nosso pai que entende de marcenaria piram rsrsrs).

sotao-prisao-venezaSótão do Palácio Ducal Foto site oficial: www.palazzoducale.visitmuve.it

Na Sala da Inquisição ainda possui uma mesa original da época onde 3 Juízes eram responsáveis pelos julgamentos. Em torno dessa sala há algumas celas para que alguns presos vissem as torturas, tornando uma (já) tortura e pensar em confessar seus crimes. Na Sala da Tortura havia um mezanino para melhor visualização da execução, ui.

sala-inquisicaoFoto site oficial: www.palazzoducale.visitmuve.it

O passeio ainda passa por outras salas administrativas, algumas extremamente simples e outras ricamente decoradas com pinturas de Tintoretto e Veronese. O trajeto termina nos aposentos dos Doges, que é onde começa o passeio normal, aí você pode seguir sozinho e conhecer o resto do Palácio.

Léli e Dana

Informações Uteis – Itinerário Secreto:

Italiano: 09.30 e 11.10 / Inglês: 9:55, 10:45 e 11:35 / Francês: 10:20 e 12:00

Valor:

Inteiro: € 20 / Meia: € 14

Site oficial: www.palazzoducale.visitmuve.it

Este post faz parte de uma ação conjunta/BLOGAGEM COLETIVA DA RBBV (Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem). Veja aqui mais viagens inspirados pelo cinema e literatura:

Nativos do Mundo A Lisboa de Fernando Pessoa

Notícias da BotaItinerário do filme Inferno de Dan Brown

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Museu San Marco – Veneza

Já ouvi muita gente dizendo que Veneza se visita em um dia só, eu inclusive só fiquei um dia na cidade, mas a verdade é que Veneza tem vários lugares incríveis para se ver com mais tempo. Um deles é subir o segundo andar da Basílica para conhecer o Museu San Marco (leia o post sobre a Basílica aqui).

Museu San Marco – Veneza

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A entrada na Basílica é gratuita, mas o museu é pago, deve ser por isso que estava completamente vazio (museu vazio é sempre mais legal), e o acesso é por uma pequena porta com uma escada (nada light, mas minha mãe deu conta) no átrio da igreja.

basilica-veneza

Achei muito interessante esse lugar porque você não vai pagar só para ir ao Museu, mas vai ver bem de pertinho os mosaicos dourados da Igreja, vai ver os quatro cavalos originais dos que estão na fachada da Basílica e vai ter uma vista incrível da Praça San Marco (leia o post da Praça aqui), do Palácio Ducal, do Cais e da Ilha de São Jorge. Para quem assim como eu, não se animar em subir o campanário acho que é uma ótima opção para ter uma vista linda de Veneza.

veneza

porta-della-carta veneza-relogio

torre-venezaVista para a Praça São Marcos e o Campanário.

O Museu San Marco

A primeira área do Museu são as sacadas internas da Basílica, onde se podem admirar com todos os detalhes os mosaicos bem de pertinho, inclusive o desgaste deles.

mosaicos-san-marcoDetalhes dos mosaicos no segundo andar. Foto Site: www.wga.hu

As outras salas guardam na sua maior parte objetos antigos que pertenciam a Igreja e ao Palácio e partes que foram substituídas durante as restaurações dos mosaicos e das esculturas.

A sala do Banquete é o cômodo que ligava a Igreja ao Palácio Ducal, nela estão os livros de partituras musicais do século XV, que são praticamente obras de arte. Também uma das únicas pinturas da Basílica a “Madona do Leite” e uma das tampas que cobriam o Pala de Oro (obra que está atrás do altar) com imagens que contam a historia de São Marcos.

Lá também estão alguns desenhos geométricos do chão da Basílica, tapeçarias veneziana, florentina e persa, além de duas vestes clericais bizantinas, bordadas com fios de ouro e prata, do século XII. 

Durante uma reforma em 2001, outras passagens foram descobertas que ligam essa sala com outras partes da Basílica ao Palácio.

Na sala Coleção Onganía há vários desenhos e esboços que foram feitos durante a construção da Basílica e depois de pronta. O que mais chama a atenção é uma imagem da Basílica antes de ser coberta de mármore, quando ainda era revestida de tijolo á vista.  

ongania-veneza.jpegGravuras e desenhos do piso da Basílica. Foto site: www.ongania-sanmarco.it

O nome dessa sala é em homenagem a Ferdinand Onganía, um importante editor que em 1881 documentou todas as obras da Basílica depois de uma parte dos mosaicos terem se perdido nas restaurações. Com a ajuda de outros especialistas como ilustradores e fotógrafos foram reproduzidos cada detalhe artístico da Igreja, inclusive foram feitas as primeiras fotografias. Além disso, Onganía fez um levantamento de obras antigas para poder registrar o original.  Hoje qualquer restauração feita na Basílica é antes consultada nesta coleção, para que nada seja alterado.

coleçao-onganiaFoto site: www.ongania-sanmarco.it

Essa restauração dura a anos e para se ter uma idéia se 2 pessoas trabalham em 1 metro quadrado, eles levam até 7 anos para terminar.

Os Cavalos de São Marcos

Os Cavalos que estão dentro do museu, desde 1982 são os originais, e são consideradas as peças de arte mais importantes de Veneza.

veneza-cavalosRéplicas no lado de fora da Basílica.

São quatro cavalos em tamanho real e feitos de bronze. A cobertura dourada está toda arranhada, pois brilhavam demais quando batia o sol e foi intencionalmente riscada.

Acreditasse que tenham sido roubados do Hipódromo de Constantinopla durante a Quarta Cruzada e que antes disso fez parte do Arco de Trajano em Roma. Também foram parar em Paris, quando Napoleão mandou colocar no Arco do Triunfo do Carrossel (hoje réplicas estão lá).

 A Vista de Veneza

veneza-porto

A saída para as sacadas externa é feita bem pela frente da Basílica, onde estão as réplicas dos 4 cavalos.  Dá para percorrer toda a fachada e um pouco das duas laterais. Lá de cima dá pra sentir todo o clima da praça considerada a mais charmosa da Itália. Essa é a única parte do museu que é permitido fotografar, então ao invés de contar vou só mostrar!!!!

veneza-praça veneza-cais porta-palacio-ducalDetalhes da Porta Della Carta – Palácio Ducal

vista-venezaveneza-porta-palacio

palacio-patriarcalVista para o Palácio Patriarcal.

Informações Úteis

Praça São Marcos – 328 – Veneza

Horários: 9:45 às 4:45

Valor: 5€ inteira.

Site oficial: www.museosanmarco.it

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Basílica São Marcos – Veneza

Eu sei que se você viaja pela Itália vai acabar entrando em pelo menos uma dezena de igrejas, e isso é totalmente inevitável, sei também que em Veneza é difícil tirar os olhos das ruelas e das gôndolas, mas a Basílica de São Marcos é realmente uma atração imperdível de se visitar, mesmo que o tamanho da fila seja assustador. 

Basílica de São Marcos – Veneza

 A Basílica fica na Praça com o mesmo nome, que é o principal ponto da cidade (leia o post sobre a Praça aqui), ao lado do Palácio Ducal. Foi a primeira igreja que entrei na Itália, e por sorte, ao meio dia não tinha fila. Melhor ainda, nesse horário os poucos (bem poucos) pontos de entrada de luz dela deixam seu interior incrível.

veneza-piazza

Vou explicar, ela é inteira coberta de mosaicos dourados (entende-se misturados com ouro mesmo) e a luz do sol faz com que ela simplesmente brilhe. 

basílicaFoto site: Web Gallery of Art

 A Basílica de São Marcos

Com certeza um dos principais exemplos de arquitetura em estilo bizantino na Itália.

A primeira construção em 828 fazia parte do Palácio dos Doges e foi levantada para guardar as relíquias de São Marcos Evangelista trazidas (roubadas) de Alexandria. Por várias vezes o edifício foi queimado e reerguido até chegar ao formato atual.

basílica-são-marcos

A construção de hoje foi iniciada em 1063 em forma de cruz grega, baseada no desenho da antiga Basílica dos Santos Apóstolos de Constantinopla, que não existe mais. Bem no centro, no altar principal fica o túmulo com os restos mortais de São Marcos.

basílica-venezaFundo da Basílica vista do pátio do Palácio Ducal.

As Histórias e Lendas do Corpo de São Marcos

Trazido por dois mercadores venezianos, o corpo de São Marcos foi motivo de várias histórias ao longo dos anos. Por muito tempo a igreja sofria com os saques de relíquias inclusive por parte dos muçulmanos. O corpo chegou a ser tirado da Capela e levado pelo mar, mas foi recuperado e escondido, sendo que apenas o Doge tinha conhecimento do local.

Quando este morreu, levou consigo o segredo do sepultamento de São Marcos e por muitos anos sua sepultura foi uma incógnita.

portal-basílica-são-marcosPortal com os Signos do Zodíaco.

Só em 1094, durante uma reforma na Basílica, o Doge Vitale Falier, depois de dias intensos de oração, diz ter descoberto o local através de uma mensagem vinda diretamente do Santo. E ao lado de um pilar, como que sendo mostrado por um dos mosaicos, o corpo foi encontrado e transferido para o túmulo que permanece até os dias de hoje. E Porque lenda? Porque em Braga-Portugal também tem uma Igreja de São Marcos que diz abrigar seu corpo, e a Igreja Ortodoxa Copta acredita que a cabeça do Santo nem sequer saiu de Alexandria onde ainda permanece na Catedral Copta de São Marcos. Sem contar outra teoria recente que afirma que o corpo encontrado, pode na verdade ser de Alexandre Magno.

 A Fachada da Basílica de São Marcos

A fachada da Basílica é bem diferente da maioria das igrejas antigas. Foi erguida com tijolos à vista, mas hoje é toda coberta de mármore. Os navios que vinham do Oriente sempre traziam colunas e adornos de antigos templos e a decoração da Basílica ia se alterando.  

basílica-san-marco

Difícil não notar a diferença de tons em cada coluna e em todas as paredes. O Mármore vermelho era o mais cobiçado e representava poder e divindade.

marmore-são-marcos

marmore-basílica

O que ver na fachada:

Os mosaicos nos portais: É fácil perceber que foram feitos em períodos diferentes. O mais antigo da fachada é em estilo gótico e fica no portal direito, sendo o único que mostra a Basílica com a fachada antiga. O mosaico da porta principal representa o Juízo Final e abaixo as esculturas mostram os signos do Zodíaco. Os mosaicos da esquerda contam a história do roubo do corpo de São Marcos e sua recepção em Veneza.

mosaicos-veneza

mosaico-são-marcos

Cavalos de São Marcos: Os 4 cavalos que se encontram no alto da fachada são na verdade réplicas, os verdadeiros se encontram no Museu da Basílica (Leia aqui o post sobre o Museu da Basílica). Foram feitos no século IV a.C. e trazidos de Constantinopla para a Itália durante os saques da Quarta Cruzada. Acredita-se que também fez parte do Arco de Trajano em Roma.

veneza-cavalos

Os Tetrarcas: Esta obra está na lateral da Basílica. Ela representa um sistema de governo criado por Diocleciano, onde o império Romano foi governado por 4 pessoa, dois Césares e dois Augustos. Foi roubada de Constantinopla e uma das estátuas permanece sem um pé, que foi achado em Istambul, porém nunca entregue a Veneza.

tetrarcas-veneza

Pilastri Acritani: São duas colunas na lateral da Basílica decoradas com folhas e parreiras em estilo persa, mas o único consenso sobre elas é de que foram roubadas. Não se sabe exatamente de onde, (Síria ou Constantinopla) nem para que serviam e nem por qual motivo foram colocadas ali. Além de que encravadas nelas estão duas escritas em hieróglifos ainda hoje não decifradas. 

pilastri-acritani

O que ver no interior:

Mosaicos: Os mosaicos dourados que cobrem todo o interior, mais precisamente 8 mil metros quadrados, contam a história do Antigo testamento, histórias da vida de Cristo, de São Marcos e de outros Santos.

mosaicos-venezaFoto site: Web Gallery of Art

O Chão: Feito no século XII, todo em mosaicos de mármore, com desenhos geométricos e de animais. Vai ser inevitável olhar para ele, pois o piso está todo irregular, acredito que por causa das constantes inundações, sendo que é preciso tomar cuidado onde pisa.

O Pala D’Oro: Obra de 1.105, feita com placas de ouro e prata, e com certeza o principal tesouro de Veneza. Encravada de pedras preciosas com cerca de 300 esmeraldas, 500 pérolas, 300 safiras, ametistas e rubis. Foi feita por artistas venezianos, mas as pedras foram trazidas pelas cruzadas. Fica atrás do altar principal e para admirar tanta riqueza ainda tem que pagar a parte 2 euros. Mas vale a pena, é uma obra incrível que você não vai ver em outro lugar. 

pala-ouroFoto site: Wikipedia

A cruz: Bem no centro em estilo gótico e pendurado por uma grande corrente, assim como os outros crucifixos ao longo do corredor.

O Cibório e Túmulo: Cibório é a peça artística que abriga o túmulo de São Marcos no altar mor. Feito em mármore verde com quatro colunas toda entalhada. São 108 cenas que contam  histórias da vida da Virgem Maria e de Jesus. Uma das colunas traseira ainda não se sabe exatamente o que contam.

sibório-túmuloFoto site: www.bisanzioit.blogspot.com.br

Tesouros de São Marco: Na sala do Tesouro de São Marcos estão as 283 peças bizantinas, uma das principais coleções no mundo. São objetos como copos, vestimentas, manuscritos, jóias, vasos todos trazidos pelos cruzados. Para visitar essa sala também paga a parte 3 Euros, mas essa acabei não visitando.

tesouro-bizantinoFoto Site: Web Gallery of Art

O Museu da Basílica: O Museu da Basílica fica no segundo andar, e dá acesso para as sacadas da Igreja. Para visitá-lo paga 4 euros. Leia aqui o post sobre o Museu

Informações úteis:

Piazza San Marco 328, Venezia

Horários:

Novembro a Março: 9:45 – 16:45

Março a Novembro: 9:45 – 17:00

Domingo e feriados: 14:00 – 17:00

Site oficial: http://www.basilicasanmarco.it

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