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novembro 2013

EUROPA, FRANÇA, Paris

Museu L’Orangerie – Paris

Aquele ditado “as melhores fragrâncias se encontram nos menores frascos” serve perfeitamente para descrever esse pequeno museu na Place de La Concorde. 

Museu L’Orangerie – Paris

O L’Orangerie é um museu de arte impressionista e pós-impressionista com obras de artistas como Paul Cézanne, Henri Matisse, Amadeo Modigliani, Pablo Picasso, Renoar, Soutine, Utrillo entre outros, mas as principais obras admiradas lá com certeza são os gigantes e impressionantes quadros de Claude Monet: Les Lymphéas.

Monet-LOrangerie

parismuseumpassFoto site: www.parismuseumpass.com

parismuseumpass3Foto site: www.parismuseumpass.com

De um lado (sentido leste) estão expostas as pintadas ao amanhecer e no outro lado (sentido oeste) as pintadas ao entardecer.

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Não sei dizer o que é mais “impressionante” nessas telas, se é apreciar o conjunto, se é olhar bem de perto ou a uma distância que se possam ver elas inteiras e ai sim entender a paisagem.  A técnica da pintura que de perto aparenta formas de borrões vão se transformando a cada passo que você dá ao se distanciar, e a iluminação sempre altera as cores que vemos nas telas.

Alias….

O termo “impressionismo” surgiu de uma critica feita pelo escritor Louis Leroy para uma obra de Monet: “Impressão, nascer do sol” de 1972:

Monet-Impressão-nascer-do-sol

 “Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha”.(Louis Leroy)

A História das Obras de Monet

Em seus últimos 30 anos, Monet usou os jardins de sua propriedade em Giverny de inspiração para pintar, principalmente sua ponte japonesa sobre um rio cheia de Ninfeias. Foram mais de 300 pinturas e cerca de 40 painéis gigantes.

Durante o inverno ele usava um estúdio e sua memória para pintar a natureza.

fontationmonet

Foto site: www.fondation-monet.com

Os grandes painéis Lês Nymphéas foram pintados especialmente para presentear a França num momento de guerra. Monet queria dar a oportunidade da calmaria, através da contemplação do seu jardim, uma imagem atemporal capaz de transformar o lugar em um refúgio das barbáries da época.

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Nos últimos anos de vida, Monet que já estava praticamente cego, ainda pintava os painéis baseado na ordem das cores de sua paleta, pois as colocava sempre no mesmo lugar.

A História do Museu L’Orangerie

O nome L’Orangerie foi dado ao museu porque o local abrigava uma estufa de laranjeiras nos jardins do Palácio das Tulherias, este destruído completamente por um incêndio em 1871.

Monet não só propôs as pinturas, como o local de exposição. Também orientou o projeto de reforma do Museu. A ideia era que as pessoas sentassem no meio da agitada Paris ao lado do rio Sena e percebessem o tempo passar apenas pelo correr do rio enquanto admiravam a natureza, com a iluminação natural que um teto de vidro viria a proporcionar.

O Museu abriu em 1927, um ano depois de Monet morrer, sem ver suas obras instaladas.

Outras Obras do Museu

Coleção Jean Walter e Paul Guillaume

Já não bastasse estar maravilhada até o momento, no piso inferior está uma coleção de 144 obras impressionistas e pós-impressionistas que faziam parte do acervo particular do francês Paul Guillaume.

parismuseumpass5Foto site: www.parismuseumpass.com

Paul Guillaume colecionava e comercializa arte, além de se ocupar apresentando artistas para fontes de interesse, foi o primeiro colecionador de arte africana de Paris.

A historia da coleção é bem tumultuada, envolve a morte prematura de Paul, sua esposa sendo acusada de assassinato, a adoção de uma criança para que a coleção ficasse em legítima posse da viúva, que casou com um cliente rico de Paul, Jean Walter, que também dá nome à coleção, e acabou sendo acusado de assassinato do próprio filho.

Ainda há o boato que a viúva foi inocentada das acusações pela doação da coleção ao estado.

Algumas das principais obras expostas:

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Jeunes Filles au Piano- Renoir e Arlequin à La Guitare- Andre Derain

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Argenteuil -Claude Monet

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 Rue du Mont Cenis – Utrillo

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Paul Guillaume, Novo Pilota – Modigliani

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Mulher com Tamborim- Picasso

O museu ainda é rodeado por um belo jardim onde se pode contemplar esculturas de Auguste Rodin ao ar livre.

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O Beijo – Rodin

parismuseumpass4Foto site: www.parismuseumpass.com

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Jardin des Tuileries 75001, Paris

Vende bilhetes conjugados para: Museu L’Orangeire + Museu D’Orsay/Museu L’Orangeire + Giverne.

Metro: Concorde 1, 8, 12

Horário de funcionamento: 9h ás 18h

Aberto diariamente exceto terça-feira, 01 de maio, julho 14 e 25 de Dezembro de manhã. Entrada gratuita no primeiro Domingo do mês.

Site oficial:  www.musee-orangerie.fr

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EUROPA, INGLATERRA, Londres

Meridiano de Greenwich – Londres

Parques limpos, muita arborização, casas típicas Londrinas (daquelas que nos lembram Harry Potter) e muitos esquilos simpáticos…é assim que Greenwich nos recebe.

Meridiano de Greenwich – Londres

Greenwich-rua

Greenwich-igreja

O Primeiro Meridiano

Em 1884, em pleno auge econômico, a Inglaterra foi definida como o “meio do mundo”, dividindo o globo em ocidente e oriente e definindo o fuso horário.
Portugal, Espanha e França também possuíam seus meridianos, porém Londres foi eleita por ser a mais famosa. Quem não gostou muito foram os franceses, que continuaram utilizando em seus mapas, por um bom tempo, seu próprio meridiano como Meridiano 0.

O Meridiano de Greenwich

Também conhecido por Primeiro Meridiano ou ainda Meridiano 0 – leva este nome por passar por Greenwich, mais especificamente pelo Observatório de Greenwich, onde há também museu, galeria astronômica, galeria do tempo e planetário (inclusive, para fazer a tradicional foto na linha é preciso acompanhar os horários de funcionamento do Observatório).

Greenwich-observatorio

Greenwich-observatorio frente

No chão estão gravados os países e seus determinados graus em longitude e latitude e pisar ali onde os GPS’s marcam 0, mesmo sabendo que é uma linha imaginária, apenas representada por um monumento, da a impressão que o mundo começa ali!

Todo o “bairro” de Greenwich  é extremamente limpo, com parques enormes e arborizados, onde os londrinos e seus turistas podem aproveitar os raros dias ensolarados para fazerem picnic e brincar com seus animais de estimação. Em torno do Primeiro Meridiano, você pode aproveitar para esticar seu passeio e conhecer outros pontos turísticos que fazem parte do parque histórico, patrimônio da Unesco, como o National Maritime Museum e o Old Royal Naval College.

Greenwich-parque

Greenwich-picknick

Do Observatório se tem uma visão linda de Londres, com o Rio Tâmisa, a Queen’s House, o The Old Royal Naval College e os prédios comerciais de Canary Warf enfeitando o cenário.

Greenwich-colegio naval

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Blackheath Avenue, Greenwich, SE10 8XJ

Horário de funcionamento:

Diariamente das 10:00 às 17:00, sendo a última entrada às 16:30.

Site oficial: www.rmg.co.uk/royal-observatory

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CROÁCIA, Dubrovnik, EUROPA

Cidade Velha – Dubrovnik

Antes de escrever sobre essa cidade incrível, preciso confessar que quando soube que o cruzeiro iria passar por DUBROVNIK na CROÁCIA pensei: por quê raios esse navio vai parar numa cidade que não consigo nem decorar o nome??
Então fui fazer uma pesquisa básica sobre a cidade e a primeira frase que encontro foi: “Se querem ver o paraíso na terra, venham a Dubrovnik”(George Bernard Shaw, 1929). E foi assim que minha curiosidade aguçou!!
Descobri que além de Patrimônio Mundial da UNESCO, a cidade velha é tudo isso e mais um pouco.

Cidade Velha- Dubrovnik

Do porto até a cidade velha são em torno 4 km. Fretamos um táxi e o taxista, com seu inglês limitado, nos informou que antes de irmos a Cidade Velha, iria nos levar em um local onde as fotos ficariam lindas. E assim o fez:

Dubrovnik-porto
Em Dubrovnik encontramos a Cidade Nova e a Cidade Velha, ambas com moradores, somando em torno de 30 mil habitantes. A cidade velha é o principal ponto turístico de Dubrovnik e é onde encontramos a história enraizada. Como a guerra acabou há pouco mais de uma década ainda podem-se ver marcas de tiros nas paredes.

A entrada se dá pela Porta de Pile ou pela Porta de Ploce. Como em toda muralha que se preze, o acesso a porta é por meio de uma ponte de madeira que, antigamente, era içada toda noite.

Dubrovnik-entrada

Entrando pela Porta de Pile

Dubrovnik-igreja

Igreja logo na entrada da cidade velha,onde é possível ver os buracos nas paredes

A cidade velha é basicamente uma muralha com 2 km de circunferência, chegando até 25m de altura. É possível conhecer a cidade em menos de 1 hora, mas em uma cidade medieval com tantos detalhes você vai querer ficar mais tempo.
A influência de Veneza é tão forte, que nas ruelas temos que lembrar que estamos na Croácia.

Dubrovnik-ruela

Dubrovnik-cidade centroDubrovnik-poetaIvan Gundulic- Famoso poeta Croata

Dubrovnik-ruela veneziana

Dubrovnik-igreja padroeiro

Igreja de São Brás – Padroeiro da cidade

A cidade é cheia de surpresas e esconderijos. Margeando a muralha passamos por inúmeras “portinhas”,  portinhas mesmo, tanto que foi preciso nos abaixar para entrar (de curiosos) em uma e lá estava um restaurante incrustado na muralha com a vista mais linda do passeio. (Como este, há vários outros).

Dubrovnik-restaurante

Dubrovnik-cerveja

Ainda demos sorte que neste dia estava tendo uma apresentação folclórica com música e vestimentas típicas.

Dubrovnik-danca

A língua e a moeda (Kuna) podem parecer um empecilho, mas não são. A cidade recebe muitos cruzeiros por semana e isso torna a população de turistas ainda maior do que já seria. O povo local é atencioso e quando não sabem inglês se esforçam para se comunicar. Para compras todo o comércio aceita Euro. Então, se você já está passeando pela Europa não precisa se preocupar em trocar seu dinheiro.

Dubrovnik-taxi

Dubrovnik-igreja centro

Breve História

A cidade estado foi fundada no séc VII,  as muralhas construídas apenas no séc XII. Porém, muitos dos historiadores acreditam que a cidade tenha sido fundada ainda antes de Cristo pelos gregos por ser um importante porto de paragem.

Dubrovnik-cidade porto

Dubrovnik é considerada a Pérola do Adriático por ser um importante porto, tendo como principal atividade a navegação comercial devido sua localização privilegiada.
Não é por menos que a cidade já foi tomada (tomem fôlego): pelo império bizantino, pelos venezianos, pelos turcos, pelas tropas de Napoleão, pelo império austríaco, pertenceu a Iugoslávia (após a Primeira Guerra) e pelo exército italiano e alemão (durante a Segunda Guerra).

Dubrovnik-cidade

Curiosidades

A farmácia mais velha da Europa está ali, entre as muralhas, ainda em funcionamento desde 1317. Infelizmente só soube disso quando cheguei ao Brasil.

Site oficial: http://www.tzdubrovnik.hr

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