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outubro 2013

EUROPA, FRANÇA, Paris

Shakespeare and Company – Paris

Se você estiver passeando por Paris, conhecendo a catedral de Notre Dame e olhar para outro lado do rio Sena, vai ver janelas verdes cheias de livros, pode ate parecer um pequeno sebo, mas se essas paredes falassem…

Livraria Shakespeare and Company – Paris

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A Shakespeare and Company é uma livraria especializada em literatura inglesa que funciona também como biblioteca desde 1919.

livraria-paris

O local é pequeno, os corredores estreitos e a escada abarrotada de livros só passam uma pessoa, ou sobe ou desce. Do chão ao teto repleto de livros.

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A História da Shakespeare and Company

A Antiga Shakespeare and Company

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A primeira Livraria Shakespeare and Company pertenceu à norte-americana Sylvia Beach e funcionava em outro endereço. Mas o mais interessante desse local é que a dona abrigava aspirante a escritores; jovens que iam a Paris em busca da fama, e chegavam sem dinheiro para aluguel e comida. Na livraria podiam dormir, ler e escrever em troca de serviços.

E para nossa sorte, eles escreveram…

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A Shakespeare and Co era uma livraria independente, e lá encontrava-se obras que na época eram proibidas em alguns países como “O Amante de Lady Chatterley” de D. H. Lawrence, além disso publicou “Ulysses” de James Joyce que foi negada por várias editoras antes.

Não foram poucas as mentes geniais que se encontravam por lá, e usavam as dependências para escrever, entre as principais estão: Ezra Pound, James Joyce, Gertrude Stein, Ford Madox Ford e Ernest Hemingway, este que usou a livraria como pano de fundo em parte do seu livro Paris é Uma Festa.

A Nova Shakespeare and Company

Durante a Segunda Guerra , em 1941, Sylvia teve que fechar a livraria, mas quando morreu deixou um grande acervo de livros para o amigo George Whitman que então mudou o nome de sua livraria também para Shakespeare and Company em 1964.

Esta funciona até hoje e agora é administrada pela filha de George; Sylvia Beach Whitman (ele deu o nome da antiga dona da livraria à sua filha).

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George Whitman também foi um viajante e contava sempre com a colaboração dos nativos para sobreviver, por isso cresceu com esse espírito de receber e ajudar os outros.

“Seja gentil com estranhos, pois eles podem ser anjos disfarçados”

“Dê o que pode, pegue o que precisar”

“A única regra a cumprir: ler um livro por dia” (George Whitman)

escritores-paris

A nova Shakespeare and Company também recebeu importantes nomes da literatura já que era frequentada por toda a geração beat que morou em Paris como Allen Ginsberh, William S. Burroughs, Jack Kerouac e Anaïs Nin.

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Mas isso não ficou no passado, hoje você pode comprar, sentar, ler, deitar na cama, ou digitar na antiga maquina de escrever que ficou por lá. Também pode se hospedar num dos 13 leitos que estão disponíveis em troca de ajuda na livraria.

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Durante a minha visita, a livraria estava lotada de turistas mesmo assim subi a escada ansiosa pra tocar no piano, mas claro já tinha alguém tocando enquanto uma platéia sentada no chão folhava os mais diversos livros e discutiam alguma coisa nas mais diversas línguas.

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No segundo andar uma janela com uma vista inspiradora para o rio Sena. Parei um pouco pra olhar e imaginei… Paris é encantadora de muitos ângulos, é uma fonte de inspiração inesgotável… é mesmo uma festa!

Hoje a livraria vive em plena atividade, com festivais, encontros de escritores, leitura de poesia, oficinas e domingos de chá.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

37 de la Bûcherie 75005

Horário de funcionamento:

Segunda à Sexta-feira das 10:00 às 23:00

Sábado e Domingo das 11:00 às 23:00

Site oficial: http://www.shakespeareandcompany.com/

PS: É proibido fotos dentro do local, então copiei algumas da internet para vocês terem uma ideia melhor. Não tenho a fonte delas, mas se alguém for autor das fotos por favor nos contate.

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ESPANHA, EUROPA, Madri

Mercado de San Miguel-Madri

Se quiser provar o verdadeiro sabor de Madri vá direto ao Mercado São Miguel. Além de ser um lugar histórico é um ponto de encontro descontraído. Tradicional sem deixar de ser moderno acolhe todos os dias um número intenso de turistas querendo descobrir as “tapas” (petiscos ou aperitivos).

Mercado de San Miguel-Madri

O mercado fica bem no centro da parte antiga de Madri, na Praça de San Miguel, ao lado da Praça Maior, e em qualquer caminhada que você fizer pelas ruelas do centro vai se deparar com o mercado funcionando.

Se o principal atrativo do mercado é a comida a arquitetura do prédio não fica de lado, já que é o único com esse tipo de estrutura na Europa que permaneceu como era antigamente, feita de ferro fundido.

A História do mercado de San Miguel

O mercado começou com bancas ao ar livre em 1835, mas com o aumento da população e as exigências sanitárias teve que se adequar.

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A estrutura vista hoje foi construída em 1915, pelo arquiteto Alfonso Díez Bubé, que se inspirou em projetos de mercados franceses.

Mercado Gourmet

Há poucos anos um grupo de investidores comprou o espaço que passou por uma reforma e agora abriga um mercado gourmet.

Cerca de 30 bancas de comida, aperitivos, flores, frutas, vinhos, queijos, doces e especiarias são igualmente saborosos para o paladar e para a visão. Tudo no local parece deliciosamente fresco e de qualidade, principalmente os famosos jamón (presunto).

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As opções variam entre a culinária espanhola e internacional e tem também a mais tradicional confeitaria de Madri, a Horno San Onofre.

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san-miguel

O mercado funciona alguns dias até a madrugada e você pode fazer uma refeição completa, pode comprar peixes frescos e provar caviar sem maiores formalismos.

Mas o mais interessante é andar de banca em banca comendo de tudo um pouquinho, provando as delicias da culinária madrilena como qualquer cidadão local faz diariamente.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Plaza San Miguel

Metro: Opera

Horário de funcionamento:

Segunda, Terça, Quarta e Domingo: 10h00  às 24h00 Quinta-feira e Sexta-feira, sábado: 10h00 às 02h00

Site oficial: http://www.mercadodesanmiguel.es/

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ESPANHA, EUROPA, Madri

Templo de Debod – Madri

Um dos pontos turísticos mais visitados de Madri é esta construção egípcia, que foi recuperada e montada no meio da cidade. O Templo de Debod chama atenção por destoar completamente das construções coloridas da cidade. É o  mais completo que se encontra fora do Egito e é permitida a visita em todas as salas.

Templo de Debod- Madri

 templo-debod-portais3

A História do Templo de Debod 

O Templo ficava no sul do Egito, nas margens do Nilo na Baixa Núbia, em uma região onde existia um centro religioso dedicado a Isis.

Foi construído no século II a.C. por Adijalamani rei de Meroe, para idolatrar o Deus “Amon de Debod”.

Mais tarde, foram acrescentadas salas para o culto de outros Deuses. Essas novas salas foram feitas e decoradas inclusive por Imperadores romanos, como Octavio Augusto e Tibério.

Quando Justiniano ordenou o fechamento dos templos pagãos, por um bom tempo Debod recebeu somente a visita de nômades, motivo pelo qual ficou praticante em ruínas.

templo-debod-egitoFoto site: www.templodedebod.memoriademadrid.es

E como foi parar em Madrid?

templo-debod-madrid

Foi transportado, pedra por pedra do Egito, porque corria risco de inundação e desaparecimento.

A ameaça da destruição do Templo veio com a construção das barragens de Aswan, chegando a deixar o Templo por nove meses submerso pelas águas do Nilo.

O governo Egípcio resolveu presentear os países que atenderam a um pedido da UNESCO para ajudar a salvar os patrimônios locais, como o deslocamento dos Templos de Abu Simbel.

Para a Espanha, o Egito doou o Templo de Debod em 1968, porém só em 1970 as peças desembarcaram no Porto de Valência para serem transportadas para a capital, e assim, remontadas no Parque da Montanha, também conhecido por Montanha do Príncipe Pio.

montagem-templo-debodFoto site: www.templodedebod.memoriademadrid.es 

local-templo-debod

Outro acontecimento relevante aconteceu no Parque da Montanha, foi o fuzilamento de 3 de Maio de 1.808, quando revolucionários espanhóis foram mortos por tropas francesas no início da Guerra da Independência, conforme retratado, diga-se, de forma surpreendente por Francisco de Goya (1814).

GoyaOs fuzilamentos de três de Maio (1814), Francisco de Goya – Museu do Prado – Madrid.

Outras relíquias egípcias também foram doadas na ocasião:

  • O  santuário de Pedesi e Pithor de Dandur, reconstruído em Nova York (EUA).
  • A cabeça de Aquenáton, achada em Karnak, para o Museu do Louvre (França).
  • Duas estelas e rolos de papiros desemparelhados estão no Museu de Berlim.
  • Templo de Ellesiya para a Itália.
  • Sarcófaco em madeira para o Museu Nacional de Belas Artes de Havana.

A montagem não foi nada fácil, já que poucos mapas, fotos e esboços foram enviados juntos, sem contar os blocos que chegaram sem a referência.

A reconstrução levou dois anos e finalmente, em 20 de Julho de 1972 foi inaugurado.

templo-debod-madri

O Parque em volta do Templo é lindo e muito tranqüilo. Um lago foi construído ao longo dos três portais com a ideia de lembrar o Rio Nilo que passava próximo do Templo, cenário que  rende fotos bem legais.

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templo-debod-portais

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Atrás do Templo há um mirante para a cidade com uma vista para o Palácio Real, a Catedral de Almudena e a Igreja de São Isidro.

templo-debod-externa

parques-madri

parque-templo

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O Templo

Logo na entrada, um corredor com paredes decoradas por cenas que descrevem as oferendas e sacrifícios aos Deuses foi suficiente pra ficar admirada com o lugar, e com certeza deixa qualquer pessoa que ainda não esteve no Egito bem impressionada.

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Porém são salas vazias, erguidas somente pelos blocos de pedra que remetem a sensação de estar rodeada por um deserto.

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templo-debod-salas2

Algumas salas do primeiro andar:

Mammisi: significa “lugar de nascimento”, celebra o mistério do nascimento Divino.

Capela Adjalamani: é a parte mais antiga do Templo, mostra cenas dos soberanos fazendo oferendas aos Deuses.

Sala Uabet: lugar de cerimônias de purificação.

Capela Naos: Dedicado a Amon de Debod e Ísis, este era o local mais significativo e sagrado do templo, onde a divindade habitava. O acesso era permitido apenas aos sacerdotes.

Capela Sul: dedicada ao Deus Osíris.

Capela Norte: dedicada a Khnum.

Criptas.

templo-debod-salas

No segundo andar, que você chega por uma estreita escada fica a Capela Osírica, onde aconteciam rituais relacionados à sua vida, morte e ressurreição e os Terraços onde se realizava as festas aos Deuses e a chegado do Ano Novo.

Uma maquete mostra a região do Nilo com todos os Templos da antiga Núbia, alem de outras peças também exposta.

templo-debod-maquete2

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A estrutura toda foi climatizada para que não sofresse com a diferença do clima frio europeu, reproduzindo o clima seco da Núbia.

templo-debod

A entrada é gratuita, e o por do sol normalmente deixa o Templo perfeito para fotos, pena que no dia em que estive lá estava bem nublado, mesmo assim, para aqueles que não tiveram a oportunidade de visitar o Egito, estar nesse monumento é uma experiência única, é faraônica.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Paseo del Pintor Rosales, 2  28008, Madrid

Metro: Plaza de España (linhas 3 e 10)  e Ventura Rodríguez (linha 3)

Ônibus Turístico:  Parada 10

Horário de funcionamento:

De 1 de Outubro a 31 de Março:  Terça a Sexta: 09h45 às 13h45.  / 16h15 às 18h15.

Sábados, domingos e feriados das 09h30 às 20h00.

De 1 de Abril a 30 de Setembro: Terça a Sexta: 10h00 às 14h00 / 18h00 às 20h00.

Sábados, domingos e feriados das 09h30 às 20h00.

Fechado: segunda-feira /01 de Janeiro/ 1 de Maio e 25 de Dezembro

Site oficial:  http://templodedebod.memoriademadrid.es

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